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Enfermaria

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Mensagem por Nerida Vulchanova em Qui Out 05, 2017 1:29 am

ENFERMARIA

Ambiente claro e limpo, o chão replete os raios solares vindas das grandes janelas, os lençóis são azuis claras, com o brasão da escola.




* NERIDA VULCHANOVA *
FUNDADORA DO INSTITUTO DURMSTRANG - STAFF MASTER




BULGARIA LADY
INSTITUTO DURMSTRANG
-------------------
♦️

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Mensagem por Bae P. Rousseal em Qui Out 05, 2017 1:23 pm




PROBLEMAS NADA MEUS
Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
O
dia estava bem calmo, eu tinha acabado de preparar os biscoitos favoritos da minha próxima cliente e descansava na sala do Host esperando pela sua chegada. A porta se abriu com um grito, reconheci a expressão desesperada de uma das melhores amigas da Charlotte e saí correndo enquanto ela falava coisas sem sentido, me deparando com a menina desmaiada sobre os degraus das escadarias logo a minha frente. – O quê? O que aconteceu? – perguntei já me aproximando dela e a ajeitando no colo. Uma poça de vômito cobria o chão e suas roupas, o forte cheiro de sangue vindo de um corte sobre a testa. – Ela comeu muito, depois aconteceu isso, caiu daqueles degraus lá de cima... – a menina apontou o topo do primeiro lance de escadas. – Vou levá-la pra enfermaria, chame o diretor da casa de vocês, ou qualquer professor que encontrar por favor. – já se formava uma rodinha de curiosos, principalmente meninas apontando e rindo de uma forma bem infantil. Sorri e acenei pedindo que me dessem passagem e logo rumei dali para a enfermaria carregando a aluna desacordada.

No meio do caminho, Charlotte recobrou a consciência e encostou o rosto em meu ombro, aumentando a mancha de sangue no terno branco. A acalmei o melhor que pude, pedindo que não se movesse enquanto tentava caminhar sem ofegar muito. – Shiii, já estamos chegando na ala hospitalar, não se preocupe. – ela ainda conseguiu sussurrar que eu não contasse sobre seu distúrbio alimentar e a lancei um olhar impassível de “sem chance”. Sim, havia um código de sigilo no Host, mas ela passou mal fora dele, em público, aquilo não era mais um problema que resolveria coma conselhamento e desabafos. Abri a porta da enfermaria com o joelho, o que fez um pouco de barulho, e encontrei um rapaz encostado no balcão mexendo no celular enquanto bebia o que parecia ser café. – Boa tarde, onde posso colocá-la? Ela desmaiou e caiu um lance inteiro de escadas, pode ter lesões... – eu estava ofegante e cansado, minhas pernas tremiam e meus braços também, logo o homem se identificou como enfermeiro Bang, indicando uma das macas e se aproximando para começar a examiná-la. – Ela tem bulimia, é cliente do Host, estava a caminho de uma hora marcada comigo quando desmaiou. – Charlotte me fuzilava com os olhos, mas não soltava minha mão, pouco a pouco a menina pareceu perder a consciência outra vez, mas percebi que o enfermeiro estava dando alguma coisa a ela que provavelmente a estava fazendo dormir, para conseguir examiná-la com mais tranquilidade.

– É muito grave, doutor? Pedi que chamassem o diretor da casa dela, mas duvido que a cabeça de vento da Laila consiga chamar alguém antes de espalhar a fofoca por meio colégio... – minha voz tinha preocupação, puxei minha mão assim que ela adormeceu o suficiente para afrouxar o aperto, retirando meu terno e echarpe que estavam sujos e mal cheirosos, eu definitivamente precisava de um banho. – Essa mancha não vai sair tão fácil... – sussurrei e fiz uma careta sem me importar de verdade com aquilo. – Hm, eu posso usar a pia? – perguntei suspendendo as mangas da camisa social até os cotovelos, lavando as mãos e os antebraços, antes de molhar meu rosto e minha nuca, e deixar o corpo trêmulo e exausto pesar sobre uma cadeira. – Aish, três lances de escada carregando alguém e correndo, vou ficar dolorido por dias. – ri baixo tentando distrair as mim mesmo da preocupação que acabei de sentir, enquanto tentava acalmar meu ritmo cardíaco, esperando o diagnostico do enfermeiro.
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Mensagem por Justin Bang em Qui Out 05, 2017 10:52 pm
Mania de Emagrecer

Um longo descanso seria ótimo pro meu corpo, mas os alunos amavam se machucar e achar que tudo curava em dois segundos. Minha cabeça doía só de pensar nisso, fiz meu chá para melhorar a dor de cabeça. Puxei o celular para ver os horários e verificar se o haveria aulas que trariam problema. ”Maravilha aula de Trato com Criaturas Magicas...” Mal finalizei meu pensamento e pronto, enfermaria já recebia alguém, impressionante a capacidade dessas crianças de se machucarem.

Ergui a cabeça e fiquei surpreso ao notar que quem vinha era um membro do Host me surpreendi. Indicou a maca e fui logo puxando as meias que tinham pequenas marcas de sangue nos tornozelos. Ouvi todo o relato em silencio, soltando um rosnado baixo quando a palavra “bulimia” se fez presente. Analisava os ossos com um feitiço simples, distraído olhava para os ossos na sua frente. Respirou um pouco mais fundo, sentiu um cheiro horrível vindo da moça e do jovem do clube.

– Qual seu nome mesmo host? disse olhando para o mais novo. – Di Laurentis suspirou–Terceira cortina tem um chuveiro portátil, tome uma ducha e se troque.

Estendi um uniforme ao jovem Rousseal, enquanto voltava o foco a jovem Charlotte. Não me importe em ser delicado, falei abertamente que se ela continuasse naquele caminho que achava ser certo a vida dela teria um fim em breve. Suspirou massageando a nuca e fazendo a menina focar nele, bufou ao notar o quanto ela estava querendo que ele permitisse que ela visse o jovem bonito que a trouxe se trocar. Massageei a têmpora e resmunguei, aquilo não podia ser verdade tinha que ser uma piada com a minha cara.

Examinei cada pequena parte daquele corpo, a menina era dura na queda não havia quebrado ossos ou machucado a coluna. Havia hematomas, escoriações e alguns problemas de peso. Continuei a ralhar com a menina falando que todo o problema dele vinha do fato dela não se aceitar. Abri a boca da menina e vi que o sangue vinha de um esôfago machucado e bem lesionado. Cocei a nuca e peguei algumas coisas num armarinho do lado da maca.

– Vou lhe dar um chá para acalmar seu estomago depois a poção para a sua enxaqueca. minha voz era fria e baixa. –Vou preparar o chá, enquanto se limpa e troca de roupa sr. Di Laurentis. suspirei –Terminando me chame

Pisquei, deixando toalhas umedecidas e lenços para ela se limpar, ao menos poderia enfrentar o povo da Noble com alguma dignidade. Coloquei o uniforme para menina e fui para a região onde o jovem trocava de roupa. Bae estava só de toalha quando entrei, fiquei de costas pensando no quanto aquele lugar ainda impunha a seus alunos um padrão cruel de perfeição. Quando fui pegar a poção o host estava na frente do armário, sem querer acabei encochando o menino quando fui pegar algumas coisas no interior do móvel.

– Meu menino bonito, saia da frente do armário de poções quando o mais novo ia sair, o puxa abraçando a cintura dele e o travando contra meu corpo–Sua amiga esta mudando o uniforme vamos dar espaço a ela.

Minha voz era tranquila, mas eu sentia que o castanho em meus braços estava preocupado. Continue preparando o chá e a poção, sem soltar o garoto pelo simples fato que o perfume natural dele me agradava. Quando finalizei a poção para enxaqueca a garota chamou, soltei o menino e fui ate ela. Entreguei o chá de gengibre e mel com algumas torradas, queria ver como o estomago dela reagiria.




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Mensagem por Bae P. Rousseal em Qui Out 05, 2017 11:28 pm




PROBLEMAS NADA MEUS
Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
E
u estava fedorento, e recusar um banho naquele estado nem se passou pelos meus pensamentos. Após me apresentar e contar um resumo do ocorrido, fui logo pro local indicado pelo enfermeiro e me enfiei na água gelada, tirando todo resquício de vômito e sangue de cima de mim, aproveitando pra relaxar um pouco deixando a ducha fria cair durante alguns minutos sobre a minha cabeça. O dia estava cheio, mais cedo, havia recebido outra daquelas cartas estranhas, de alguém se dizendo ser o meu pai. Mamãe sempre disse que ele havia morrido quando eu era bem pequeno, mas aquela história estava bem mal contada, porque repentinamente os Rizzi todos ficaram na defensiva, e meu tio Hiroto pareceu bem irritado enquanto conversava com ela. Fechei o chuveiro e peguei a toalha, me secando e vestindo a cueca, tive que enrolar a toalha na cintura pra alcançar a roupa que tava do lado de fora da cortina, quando o enfermeiro apareceu atrás de mim tentando alcançar o armário que eu estava bloqueando.

– Me desculpe, só estava pegando as roupas. – sorri tentando me afastar pra dar espaço a ele de alcançar o armário, mas ele me segurou de novo, falando que a paciente estava se trocando. – E ela está melhor? – perguntei preocupado. – Não é muito grave, é? – minha voz estava um pouco esganiçada pela situação, eu queria muito estar vestido adequadamente pra saber como a minha cliente estava. – Hm... então vou me vestir ali. – apontei pro local onde ficava o chuveiro, esperando ele me soltar pra poder ir, estar praticamente sem roupas naquele espaço apertado estava me deixando desconcertado. – O senhor quer alguma ajuda ou posso ir me vestir? – perguntei depois de algum tempo, pensando que talvez ele tenha se distraído procurando as poções e esquecido de me soltar. “Aish, esse moço tem mania de encostar nas pessoas...” Pensei ciente de que já estava completamente vermelho, segurando firme a pontinha da toalha antes que ela resolvesse escorregar.
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Mensagem por Justin Bang em Sex Out 06, 2017 8:44 pm
Mania de Emagrecer

O menino do host era com certeza o motivo para a garota esconder o quanto estava envergonhada e chateada, mas eu conseguia ver através daqueles tristes olhos opacos. Já estive no lugar dela, onde tudo que queria era ser digno o suficiente do meu sobrenome. Agradeço por meu irmão mais velho me salvar de mim mesmo, fico triste que essa garota não tenha quem faça isso por ela. Talvez seja por isso que usa o clube da escola para colocar as dores frustrações pra fora. Fui para trás da cortina onde o garoto estava, quando percebi que a moça não ra minha única paciente.

Mantive a mão na cintura do outro, ouvindo usa voz juvenil tomada por preocupação, mesmo que momentos antes a mente dele tivesse em outro lugar. Olhei fixamente nos olhos amendoados e sorri, fazendo uma leve caricia na cintura dele. Suspirei negando com a cabeça, enquanto preparava tudo que era preciso. Ignorei o pedido de desculpas de Rousseal, o menino não havia feito nada de errado.

– Bae, sua amiga esta bem foram apenas arranhões. disse olhando para o mais novo. – Di Laurentis está mais envergonhada do que qualquer outra coisa. sorri tranquilo, mordendo o lábio ao fazer alguns cálculos mentais.–E quanto a você pequeno? Por que carrega tanta coisa nos ombros

Uma vez mais ouvi suas palavras, aquele menino cuidava dos outros, mas não de si mesmo. Pensar que alguém tão novo passava por tanta coisa e não pedia ajuda por medo de sobrecarregar os outros, me dava uma tristeza. São em momentos como esse que agradeço por ter um irmão como o Killian, que era um pilar que me sustentava e guiava. Sorri de forma doce e dei um beijo protetor e respeitoso na testa do menino, soltando o mesmo.

– Meu menino bonito, se precisar conversar serei todo ouvidos. minha voz saiu mais tranquila que o normal. –Você é o apoio da srta. Di Laurentis, mas não se esqueça que pode se apoiar em alguém de vez em quando. pisquei e sorri –Se troque, vou terminar de atender sua amiga.

Fui para o lado da menina, ajudando a mesma a segurar o copo e relaxar. Charlotte estava com o orgulho tão ferido que desabou nos meus braços, apenas pude acalma-la e dizer que ficaria tudo bem. Ambos os alunos estão mentalmente estressados e emocionalmente desgastados. O tempo passou mas Beauxbatons não havia mudado nada, sua busca por perfeição e status ainda é letal.



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Mensagem por Bae P. Rousseal em Sab Out 07, 2017 8:29 am




PROBLEMAS NADA MEUS
Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
O
uvir que a Charlotte estava bem me acalmou bastante, mesmo que aquele moço não parecesse muito disposto a me soltar. – Ah, que bom que não é grave, eu fiquei preocupado, principalmente porque ela caiu de um monte de escadas. – concordei quando ele disse que ela provavelmente estava bem envergonhada, conhecia aquelas meninas e sabia o quanto escondiam de fragilidade por trás da pose de fortes e decididas. Meu pensamento foi cortado quando o enfermeiro simplesmente mudou o foco da conversa pra mim, senti meu rosto esquentar, o que significava que certamente minhas bochechas estavam bem vermelhas. – E-eu? Não se preocupe comigo, senhor Bang, estou bem. – gaguejei e ri baixo mais de nervoso mesmo, foi impressão minha ou os dedos dele se moveram sobre a pele da minha cintura? Aish, devo estar ficando maluco, preciso é de um bom café, ao contrário das minhas clientes, eu nunca pulava uma refeição. O enfermeiro me tirou do transe outra vez beijando minha testa antes de finalmente me soltar, dizendo coisas que faziam menos sentido ainda. “Será que ele foi do Host quando era estudante? Faria sentido essa mania de tentar ajudar até com o que as pessoas não contam.” – Hm, obrigado. – murmurei vendo-o sair, finalmente peguei as roupas e me vesti, me sentindo imediatamente mais confortável.

Quando saí do espaço, encontrei minha cliente apoiada no homem, chorando sobre seu ombro, fui me aproximando devagar, não queria atrapalhar uma das poucas vezes que ela conseguia colocar pra fora toda a pressão que a família colocava nela, por ser filha única e herdeira de um pequeno império em bebidas finas. – Char, como se sente? – perguntei baixinho, apoiando a mão em suas costas, acariciando de leve perto de seus ombros, confortando-a. – Vai ficar tudo bem, okay? Você não está sozinha. – ela continuou chorando, pegou minha outra mão e segurou com força, pedindo desculpas como se tivesse matado um parente meu. – Shiii, não tem o que se desculpar, todo mundo passa mal às vezes, e amigos estão aqui pra ajudar. – senti os olhos do enfermeiro sobre nós e o agradeci apenas movendo os lábios. – Doutor, quanto tempo ela precisa permanecer aqui repousando? – perguntei ainda confortando a menina, preocupado que ela acabasse perdendo ainda mais aulas, a ajudando a se deitar novamente, puxando a coberta sobre seu corpo magro. – Quer que eu mande uma coruja aos seus pais? – perguntei a ela sentando no banco ao seu lado. – Tente descansar um pouco, eu vou ficar aqui esperando. – meu olhar focou no enfermeiro que tinha uma expressão indecifrável, queria que ela dormisse um pouco para que eu pudesse conversar um pouco mais com ele, explicar que Char não estava assim por vaidade, ela não era uma menina fútil e me revoltava bastante ver o quanto a julgavam sem conhecer.
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Mensagem por Justin Bang em Sab Out 07, 2017 5:45 pm
Mania de Emagrecer

Foi fácil saber que o menino do host não iria se abrir tão facilmente, mas continuaria tentando. Acenei a cabeça de forma positiva com o agradecimento e fui direto cuidar da menina. Junto ao chá dei uma poção calmante para faze-la dormir. A cena seguir me comoveu, ver dois jovens tão machucados era de partir o coração. Me afastei um pouco para dar privacidade a dupla, que precisava conversar.

Preparei um pouco mais de chá, enquanto ouvia os dois falando. Não demorou nem dez minutos e Di Laurentis ja dormia a sono solto. Chamei o menino para minha sala dentro da enfermaria e ofereci a bebida a ele. Sentamos e finalmente soltei um suspiro, massageando a nuca.

–A necessidade de perfeição dessa escola ainda mata os alunos aos poucos. disse massageando os olhos. – Di Laurentis me lembra muito uma colega minha, o final da minha colega não foi feliz. sorri triste para em seguida suspirar.–Enfim, imagino que exista algo que quer me falar, Bae.

Minhas palavras eram baixas e tranquilas, quem me ouvisse teria a certeza que sou irmão do Killie. Mordi o lábio quando minha mente recebeu as informações do outro. No fim eu estava mais que certo, o menino levava mais peso nos ombros do que o necessário. Quando o mais novo contou o queria eu sorri, no fundo me preocupei.

– Meu menino bonito, não fui do Host, nem cheguei perto dele, aprendi a ser um bom ouvinte com meu irmão mais velho uma pena que não terá com ele. minha voz saiu meio decepcionada. –Sabe, vou lhe dizer algo que ouvi com sua idade. segurei a mão do menino. –Não tema a verdade e nem do futuro, pois eles vão seus melhores amigos.

Soltei a mão do garoto e tomei meu chá, estava ficando preocupado com ele. Mesmo sendo um dia atípico, mas ainda sim um bom dia.



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Mensagem por Bae P. Rousseal em Dom Out 08, 2017 9:12 am




PROBLEMAS NADA MEUS
Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
C
harlotte começou a dormir profundamente, e para deixa-la descansar, segui o enfermeiro até sua sala, sentando de frente a ele e soltando um suspiro ao aceitar a caneca de chá que me ofereceu.  – Obrigado. – agradeci com um sorriso, vendo-o massagear a própria nuca, parecendo exausto. – Deve ser cansativo consertar as besteiras que a gente faz, não é? – perguntei tentando quebrar aquele clima tenso. – Ela não faz isso para ser bonita, a bulimia dela é nervosa, por culpa da família. – meus ombros se encolheram um pouco, eu não deveria contar segredos de confissões feitas no host, mas ver alguém ter uma ideia errada das minhas clientes me deixava com um sentimento de injustiça que era revoltante. – Os pais são separados fisicamente, casados apenas no papel. Cada um tem sua própria família, mas ela é a única herdeira legítima, a única filha dos dois. Ela vomita desde os seis anos, porque tem que presenciar a encenação dos dois, ir a eventos com ambos e fingir que não conhece os próprios meio-irmãos, que são chamados de bastardos o tempo todo. – o olho e bebo um gole do chá, voltando meus olhos para a xícara antes de continuar a falar. – Ela imagina que a vida dela será como a da mãe e isso a desespera, o pai já redigiu vários contratos de casamento em nome dela, e um a um meu padrasto, o ex-ministro britânico, conseguiu quebrar o consentimento, com ajuda do conselho tutelar, por ela ser menor de idade.

Suspiro tentando notar nos trejeitos do homem se ele estava captando o que eu estava dizendo, mencionar meu padrasto não pareceu muito prudente, pois todos sabem que Amitiel está em coma há meses, e não queria trazer o foco da conversa para mim, mas precisava mostrar que Charlotte não estava almejando ser modelo ou coisa do tipo. – Ela não é fútil, sr. Bang, o constrangimento dela é justamente por todos acharem isso. Este ano ela faz dezessete e o conselho não poderá mais impedi-la de casar, se o pai realmente a obrigar a isto. As crises de bulimia estão piorando desde então. – alguma coisa naquele homem exalava confiança, eu não o conhecia, mas sabia que ele nunca contaria nada daquilo a ninguém. – Por favor, seja gentil com ela quando ela acordar, já está sendo um ano bem difícil... – minha voz baixa e tranquila em partes se devia ao treinamento do Host, este é meu primeiro ano como líder do clube, e me sentia de certa forma responsável tanto pelos outros membros quanto pelas clientes. Bebi mais um pouco do chá, finalizando-o, tinha um sabor meio cítrico, que me lembrava nossa erva-maracujá muito usada no Host para acalmar as clientes.

– O senhor foi do Host nos tempos de estudante? – perguntei para sanar de vez minha curiosidade. – É que seu jeito parece tanto com o nosso treinamento, e também o senhor é bonito, por isto pensei que pudesse ter pertencido ao clube. – sorri o ouvindo falar do irmão, as minhas irmãs, por sua vez, nunca foram lá alguém em quem se pudesse espelhar, principalmente Cassy. Cocei a nuca quando ele segurou minha mão, aquele toque era tão confortável que me deixou com vontade de simplesmente falar tudo que estava acontecendo, me segurei porque não ia falar sobre as coisas da minha família com alguém que tinha acabado de conhecer. – Não é exatamente do futuro que eu tenho medo, senhor Bang, mas do passado que nunca me contaram, das coisas que quem eu mais deveria confiar está me escondendo. – suspirei me repreendendo, fixando nos pensamentos que não diria nada além disso. Sentia falta de ter Hanna para compartilhar meus medos, mas depois daquele incidente ela resolveu sumir do mapa e estudar em outro país, me fazendo sentir ainda mais idiota por ter confundido as coisas. Massageei minha têmpora ficando alguns minutos em silêncio, enquanto o outro bebia seu chá, de toda forma, iria esperar Charlotte acordar para acompanhar a menina até o dormitório, não arriscaria deixa-la desmaiar outra vez nem rolar mais escadas até estar totalmente recuperada.
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Mensagem por Justin Bang em Dom Out 08, 2017 5:46 pm
Mania de Emagrecer

Estava massageando minha nuca quando o garoto começou a falar sobre a paciente que agora dormia tranquila. Ouviu cada uma das palavras ditas na defensiva, soltei um suspiro um pouco irritado. Fechei os olhos ouvindo o quanto a menina era judiada pelo próprio pai e pela sociedade escrota que nós vivemos. Bufei irritado lembrando da minha amiga Melody, que não teve uma pessoa para ajuda-la. Senti um gosto amargo subir a minha boca conforme fui ouvindo a narrativa, ninguém precisava passar por isso ser subjugado pela sociedade a perfeição e tudo isso porque as famílias tem gana pelo dinheiro.

–Acho que você não entendeu o que eu disse. minha voz desceu um tom. – Não julgo sua amiga, pois na minha epoca de estudante perdi uma pessoa querida por conta de comportamentos de terceiros que queriam obriga-la a se casar comigo e abandonar o amor da vida dela. sorri triste para em seguida suspirar.–Enquanto a sociedade exigir a perfeição, o dinheiro e o padrão, mais e mais meninas e meninos como sua amiga irão surgir Bae.

No fundo eu sabia que minhas palavras não serviam só pra moça que dormia, mas também serviam tanto para mim quanto para o rapaz a minha frente. Os olhos tristes e magoados do mais novo me incomodavam, pois eu realmente não sabia como ajuda-la e isso era uma sensação horrível. Quando minha memoria trouxe de volta a informação sobre o padrasto do menino estar em coma, pude sentir que talvez ali estivesse um dos motivos de sua tristeza a família estar separada e alguém que ele ama doente.

Terminei meu chá e servi um pouco mais do liquido de tom âmbar que usava pra me acalmar nos dias que sempre eram complicados. Sentia saudades dos irmãos, queria poder desabafar com eles todas as historias tristes que ouvia pedindo para que o ajudassem a achar uma solução para cada aluno emocionalmente ferido que vinha falar comigo. Mesmo de longe observava se a menina demonstrava alguma coisa ou se haveria algum problema com ela. Rousseal continuava me encarando e eu senti um arrepio correr minha coluna, ou seja ele estava me chamando a atenção de um jeito que não deveria.

– Meu menino bonito, agradeço muito o elogio a minha beleza, saber que notou isso me deixa feliz. pisquei sorrindo. –Eu até entrei no Host, mas como sou bastardo não fui bem aceito pelas clientes e os outros membros. Logo os mandei ao inferno e segui minha vida longe, mas sabia que minha educação veio de casa onde minha família obriga a todos terem uma educação onde sabemos descascar banana de garfo e faca. segurei a mão do menino com mais cuidado entrelaçando os dedos. –Tudo no passado tem seu motivo e se a pessoa que ama esta lhe escondendo algo, é porque há um bom motivo.

Servi um pouco mais do liquido âmbar para o pequeno deixando o açúcar perto dele. Eu realmente queria ve-lo desabafar pois sinto lá no fundo que esse menino não estava bem, mas escondia do mundo sua dor.



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Mensagem por Bae P. Rousseal em Seg Out 09, 2017 8:21 am




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Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
E
u ouvi o que dizia sobre uma a amiga que teve e sorri, um suspiro de alívio foi inevitável. – É bom conhecer gente que não julga as pessoas. – disse vendo o enfermeiro encher novamente minha xícara de chá, pensando em como poucos anos foram o suficiente para mudar certas coisas. – Hm, tá vendo, nem tudo continua igual, hoje um bastardo é líder do Host. – ri brincando com a colher dentro da xícara, depois de adoçar a bebida. – Eu nunca conheci meu pai, minha mãe e minha família inteira sempre me disseram que ele morreu quando eu era bem pequeno, mas… – suspirei me contendo, por que eu estava dizendo aquilo? Levei os olhos ao meu uniforme sujo do Host, que agora estava dentro de uma sacola. A última carta dele ainda estava naquele bolso, acabei de receber e nem tive tempo de abrir, por causa do compromisso do clube. – Eu sei que ela não esconderia nada se não fosse para me proteger, confio nela com a minha vida. – meu olhar voltou ao dele enquanto meus pensamentos buscavam a face bonita e sorridente da minha mãe, que atualmente não sorria tanto, não era o melhor momento para questioná-la sobre as cartas, não com seu marido em coma.

Meus pensamentos realmente se perderam nas lembranças, me peguei pensando no olhar frustrado da mamãe e do Amitiel por nunca tê-lo chamado de pai. Eu o respeitava, mas seria mentira dizer que me sentia seu filho, ele sempre foi bem distante de crianças, de um modo geral, acho que por isto Cassy teve uma adolescência tão… rebelde. Devo ter ficado encarando o senhor Bang por mais tempo que o normal, porque quando voltei a mim ele tinha o olhar fixo no meu, um calafrio percorreu minha coluna, como se ele estivesse vendo todos os meus pensamentos, o que me fez corar fortemente e baixar o olhar de volta para a segurança da minha xícara, bebendo um pouco do chá quente. – Erva-maracujá? – perguntei mesmo conhecendo o sabor, mudando o foco da conversa e desfazendo o peso daquele silêncio. – Usamos bastante no Host, é docinho e acalma bastante as clientes. – ri lançando um olhar preocupado ao leito onde Charlotte ainda dormia profundamente, deixando um sorriso se formar no meu rosto. – É tão gratificante poder fazer nem que seja um pouquinho de diferença na vida de alguém, estas meninas precisam tanto… – suspirei voltando a beber o chá, o olhando com o canto dos olhos, tomando o cuidado de não encarar novamente o homem de forma que pudesse ser considerada estranha.
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Mensagem por Justin Bang em Seg Out 09, 2017 6:14 pm
Mania de Emagrecer

Ter servido um pouco mais de chá para o menino foi uma escolha acertada e isso me deixou bem mais tranquilo. Sorri de lado quando a palavra “Bastardo” saiu dos lábios de Rousseal, aquela palavra lhe doía tanto. Mordi o lábio e ficou observando o outro desabafar, sentia que isso era bom pois queria dizer que havia ganho um pouco da confiança dele. Um suspiro abandonou meus lábios, sinceramente era facial notar o quanto o outro carregava tudo sozinho nos ombros.

–Bae, eu não julgo ninguém pois estou cansado de me julgarem por ser filho da amante de alguém. a minha voz saiu um pouco mais alta do que o normal. – Sua mãe deve ter tido um motivo muito bom para nunca ter te falado que havia a possibilidade de seu pai estava vivo e talvez esse motivo seja sua proteção emocional e mental. sorri triste para em seguida suspirar.–Mães são seres incriveis que nos protegem e cuidam de nós. soltei um riso amargo ao dizer isso. .–Digo isso pelo que vejo das mães de meus amigos e minha tia que foi minha mãe, porque minha mãe biológica não merece nem ser citada.

Falar sobre mãe e família estava me fazendo lembrar de coisas que eu realmente odeio. Voltei meu foco ao liquido fumegante em minhas mãos, não queria pensar no abandono, no ódio dos meus meio irmãos por mim e no quanto me odeio por ter nascido na família Bang. Eu amo minha família, especialmente meus irmãos, mas eu me sinto muito mal pois se eu não tivesse nascida a vida deles não teria mudado tanto. Fechei os olhos e tomei meu chá buscando usa-lo para me fazer engolir o choro.

– Sim, erva-maracujá é uma boba ideia para acalmar os pensamentos . pisquei sorrindo. –Eu prefiro limão com gengibre pois sempre me coloca no eixo. acariciei as mãos do menino. –Apenas não carregue todo o peso sozinho, quando precisar desabafar lembre-se que estarei aqui.

Minha voz era leve e zen, o chá descia aquecendo meu corpo que misteriosamente estava frio. Meu olhar provavelmente estava mais opaco que o normal e eu precisei disfarçar, fui até a paciente e a cobri com cuidado sentindo a mesma agarrar a coberta como se fosse uma proteção. Ajeitei o cabelo dela com cuidado e aproveitei para medir a febre dela que agora havia cedido. Voltei para próximo do mais novo e sorri pensando no que poderia falar com ele.



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Mensagem por Bae P. Rousseal em Ter Out 10, 2017 9:07 pm




PROBLEMAS NADA MEUS
Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
A
lguma coisa naquele enfermeiro me dizia que havia muita dor por trás de suas palavras. Sabe aquele meu pensamento de não encará-lo de forma estranha? Pois é, joguei no lixo e fiquei olhando pra ele tentando desvendar a profundidade de toda aquela mágoa que, apesar de dizer com todas as letras o motivo, ele não colocava pra fora de verdade, como se não tivesse perdoado a si mesmo, ou algo assim. – Não é ela que você precisa perdoar, sabe disso, não é? – eu mesmo deveria seguir meu conselho, sempre me senti um grande erro na vida da minha mãe, o filho que ela não fez por amor, um acidente de percurso porque meus avós a impediram de ficar com quem ela sempre amou. Fiquei mudo por um tempo, bebendo meu chá e olhando para ele de vez em quando, o homem parecia alimentar uma grande raiva dentro do peito e aquilo ia, cedo ou tarde, acabar consumindo ele mesmo. – Digo o mesmo, bem, eu sou uma criança, mas se o treinamento do host serviu de algo, me tornou um bom ouvinte. – sorri da forma mais amigável que consegui. – Já sabe onde me encontrar, se desejar... – o vi ir até Charlotte e a verificar, fiquei pensando no quanto deve ser gratificante poder cuidar também fisicamente das pessoas, eu adorava aquilo, poder ver alguém melhorar depois de um momento ruim.

Quando o senhor Bang voltou, ergui meus olhos novamente até ele, se eu queria fazê-lo falar, teria de dar algo, inspirei profundamente decidindo confiar, eu não tinha mais ninguém mesmo. – Eu suspeito que meu pai foi, ou é, um criminoso. – estalei meus dedos tentando não tremer tanto enquanto as palavras deixavam os meus lábios. – Isso explicaria o fato de toda minha família, e a família do meu padrasto combinarem uma mentira tão grande. – sorri apesar de internamente não ter nenhuma vontade de fazê-lo. – Eu sei que minha mãe nunca o amou, e sei também, não por ela, que ele a fez sofrer bastante. Ela foi parar no hospital enquanto ainda estava grávida depois de ter apanhado dele, encontrei seus diários antigos e... parece que meu pai se tornou ciumento e violento antes de morrer, se é que ele está morto. – baixei meus olhos para a xícara, bebi mais um gole e voltei a olhar pra ele antes de continuar. – Ao menos quanto ao fato de não ter sido gerado por amor, ela não me escondeu a verdade. – eu sentia aquele nó subir pelo peito, aquele aperto de saber que ela me amava, mas que eu não deveria existir. – Eu não tenho uma opinião formada sobre meu pai pois nunca o conheci, não tenho o direito de aconselhá-lo, senhor Bang, vou apenas dar minha opinião, que você pode discordar sem nenhum problema, por favor, eu não quero parecer invasivo. – fixei meus olhos nos dele, com um sorriso suave nos lábios. – Se nunca ouviu a versão da sua mãe, não importa o que ela fosse, nem seu caráter, nem reputação, nem as circunstâncias de como o senhor foi concebido... eu teria dado a ela ao menos o benefício da dúvida, assim como venho fazendo com a memória do meu pai que nunca cheguei a conhecer.
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Mensagem por Justin Bang em Qua Out 11, 2017 12:19 am
Mania de Emagrecer

Devo dizer que ter Rousseal me observando daquela forma tão fixa, me deixou um tanto incomodado. Escondi meus lábios trêmulos atrás da xicara, buscando organizar meus pensamentos mediante o que me foi dito. Comecei a cogitar a ideia de contar a aquele menino doce e gentil que eu não iria perdoar a mulher que gerou a morte de uma pessoa inocente e me abandonar. Aquele jovem menino não estava pronto ou se quer precisava saber a verdade sobre tudo aquilo. Cada uma das palavras ditas naquele tom leve do menor, que demonstrava dor e ate mesmo um tanto de arrependimento.

–Bae, eu agradeço o que esta fazendo por mim. sussurrei sorrindo de forma leve. – Toda sua gentileza, carinho e delicadeza com a qual me trata. sorri triste e voltei a segurar a mão dele.– Farei bom uso do seu conselho e de seu apoio, mais gostaria muito que você não continuasse a esconder as suas dores ou irá enlouquecer.

Escutei com cuidado o desabafo do Bae, cocei minha nuca e pensei o quanto esse mesmo rapaz está sendo machucado pela vida. Analisava a Charlotte vendo que realmente ela não esta nada mal além de precisar de apoio psicológico. Troquei os curativos do joelho dela e passei um pouco de óleo cicatrizante nos pés dela. Suspirei tranquilo, limpando as coisas que ela usou e recolhi tudo para ela não se sentir tão mal quando acordasse.

–Não diga que não houve amor quando você foi concebido e nem se veja como um erro do destino na vida de sua mãe porque isso não é verdade. Aposto minha vida que você é o amor da vida dela e que ela daria a vida para te proteger de qualquer mal que viesse tentar lhe acometer. pisquei sorrindo. –Meu menino bonito, entenda uma coisa. Seu pai ter sido um criminoso, a relação deles ter sido uma merda, você não tem culpa alguma. E se o seu pai esta vindo atrás de você agora é algo que você e sua mãe tem que bater de frente, porque fugir de um passado não é algo bom. acariciei os cabelos do menino, sentando novamente a frente dele. –A versão que acabei de lhe contar saiu da boca dela, junto com a frase que o novo marido era mais importante e precioso do que um filho de um mafioso de quem ela foi amante.

Falei de forma rasgada, ainda que soubesse que despejar nele o fato de eu ser filho bastardo de um mafioso. Talvez isso fosse ate bom, pois assim ele conseguiria ver que eu sou plenamente capaz de entender qualquer coisa que ele me diga. Brinquei com o chá na minha caneca e fechei os olhos querendo afastar o ódio que eu sentia dos meus genitores. Bae não precisava ser exposto a isso e menos ainda ao meu passado que em nada agregaria a vida dele.



Justin Bang
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Mensagem por Bae P. Rousseal em Sex Out 20, 2017 7:37 pm




PROBLEMAS NADA MEUS
Mas que me preocupam tanto quanto se fossem
E
u me senti como se estivesse no lugar de um cliente do host, enquanto contava a ele coisas que eu até aquele momento não tive a chance nem de contar pra minha mãe. Mamãe estava fugindo de ter uma conversa comigo, e com Amitiel em coma, eu simplesmente desisti de dizer qualquer coisa. Tio Hiroto estava sempre ocupado demais com Mahou, mal o via, mesmo que agora estivéssemos morando na mesma casa. Raramente passava as noites lá por estar em época de aulas, e nas que eu passava, ele estava sempre acompanhado do novo namorado e da filha. Definitivamente, eu não tinha com quem falar, nem mesmo Hannah era mais uma opção, uma vez que ela resolveu mudar de escola e sumir. Cammie estava também abalada com a ausência da irmã, não queria despejar isso sobre ela, que nunca havia ficado tanto tempo longe da gêmea, ainda mais agora que a irmãzinha vai nascer e os pais estão todos ocupados com os preparativos. Sorri revirando o chá, me sentindo momentaneamente enjoado com todos aqueles pensamentos rondando a cabeça, ouvindo o que o enfermeiro dizia e concordando com ele em grande parte. – Eu sei o quanto minha mãe me ama, sei que ela daria a vida por mim ou pelas minhas irmãs sem pestanejar. Sei que ela é a pessoa mais maravilhosa do mundo porque suportou muita coisa sozinha, e justamente por isso acho que nesse momento é a minha vez de segurar um pouco as coisas que podem machucar mais o coração dela.

Olhei pra ele sorrindo, meus pensamentos no olhar da mamãe que agora já não brilhava tanto. – Nos mudamos pra casa do meu tio, mamãe não estava conseguindo viver no castelo, porque lá tudo lembrava o padrasto, e ninguém sabe se um dia ele vai acordar, ou se vai sobreviver ao ataque... – um nó começou a se formar na minha garganta. Não era mentira que nunca considerei o senhor Rizzi um pai, ele me criou e tudo o mais e isso até me faz pensar no quanto devo ser ingrato, mas sinto que não formamos um laço, ele amava minha mãe e minhas irmãs. Eu era tolerado por ser importante para quem ele amava. – É pecado não conseguir amar alguém que te criou e nunca te deixou faltar nada? – franzi a testa pensando por que diabos eu estava mencionando aquilo. – Deixe pra lá. – ouvi seu desabafo quanto a sua origem, as palavras ásperas da própria mãe e o estilo de vida peculiar do pai, sentindo seu toque sobre minha mão, lhe dirigi um sorriso tranquilo. – Sabe, pelo menos uma qualidade sua mãe tinha, ela foi honesta. A verdade pode doer, mas sempre vai ser melhor que qualquer mentira, por mais bem intencionada que seja, mesmo as que são ditas para nos proteger. – levei meus olhos até a sua mão, que agora foi pro meu cabelo e fez os fios ficarem uma bagunça, não que eu estivesse me importando. As clientes também tinham esta mania e eu sentia que estes pequenos contatos ajudavam de alguma forma a dividir alguns pesos.

– Acho que nós dois temos pais criminosos, pelo menos quanto a isso eu posso dizer que entendo um pouco... confesso que mesmo sabendo disso, eu gostaria de conhece-lo um dia, se ele estiver vivo. Gostaria de saber se me pareço com ele, como seriam suas manias, seus gostos. O ponto é que ele pode ser um homicida, pode ter espancado a minha mãe, feito ela parar no hospital e temê-lo a ponto de inventar uma mentira enorme. Mas ainda que eu a ame muito, e entenda os motivos dela, ele não vai deixar de ser meu pai por causa disso. E olha, é bem difícil entender por que eu tenho tanta curiosidade sobre um pai que nunca conheci, e que certamente é um homem mau, se o homem que me criou sem nunca reclamar eu nunca consegui chamar assim. – e lá estava eu desabafando de novo. – O senhor me desculpe, eu acho que tô falando demais, melhor ir pra minha aula, pode me chamar quando ela acordar? Quero acompanha-la até o dormitório, to com medo dela desmaiar de novo pelo caminho... – estalei os dedos me levantando, bebi o restinho do chá e me despedi com um sorriso e uma pequena reverência. – Quero retribuí-lo, senhor Bang, por me ouvir todo este tempo, quando tiver uma folguinha, passe no Host, vou cozinhar algo pra você. – peguei a sacola com minhas roupas sujas, suspirando enquanto caminhava até a saída da enfermaria. – Quando voltar, entrego as roupas da enfermaria que peguei emprestado. – disse me referindo ao que estava vestindo, sorri e saí dali antes que me atrasasse pra classe de poções, o tio Taek não era muito tolerante com atrasos e como monitor, não podia ser um mau exemplo para os alunos.
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